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Curiosidades |
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A ciência tanatológica é considerada tão antiga quanto a própria humanidade, pois desde os tempos do homem mais primitivo, de nossos ancestrais que moravam nas cavernas, a contemplação reflexiva da morte já era significativa. Prova disso, está no comportamento do Homem de Neanderthal, que existiu há mais de cem mil anos. Esses nossos ancestrais enterravam seus mortos em posição fetal junto com seus objetos pessoais. Tal atitude evidencia que este homem primitivo, apesar de não ter nenhuma influência de ideologias ou religiões já possuía uma consciência de uma vida após a vida. Curiosamente, não enterravam os animais da mesma forma, como acreditando que o renascimento fosse somente para os seres humanos. (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003).
Os Sumérios e Egípcios, entre os anos de 8.000 e 3000 a C. tinham a morte com uma atenção muito especial. Basta observar a mumificação dos corpos e os sarcófagos onde era enterrados as múmias, os tesouros que eram enterrados junto com elas, indicando as crenças de que a morte não era o fim e sim a passagem. (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003).
Entre os anos 3.000 e 500 a C. os povos Védicos introduzem a idéia de reencarnação como uma possibilidade de renascerem, após a morte em lugares mais favoráveis. (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003.
O Budismo, surgido em torno de 500 a C. não admitia a existência de alguma coisa como o paraíso celestial dos hebreus ou de outras culturas, mas sim o nirvana, onde a alma se desfaria num vazio total, depois de existências bem vividas, em completo desapego às coisas mundanas. (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003.
O Cristianismo surgiu em torno do ano 30 d C. com os ensinamentos de Jesus Cristo. Pelo cristianismo só se morre uma vez e imediatamente após a morte vem o momento da decisão-julgamento. (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003.
Com todas as diferenças entre os povos e as crenças, em todas as civilizações e ideologias, as idéias da morte como passagem e da evolução espiritual do ser humano sempre existiram. Isso mostra que a morte representa para todos os povos em todos os tempos, alguma coisa comum, fascinante e ao mesmo tempo ameaçadora, influenciando a qualidade de vida e o comportamento das pessoas (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003.
Com o desenvolvimento da tecnologia, o ser humano passou a se sentir auto-suficiente. Paralelamente, como conseqüência da ciência e da tecnologia surge o consumismo e o sentimento de descartabilidade dos produtos e também dos relacionamentos. A vida, acreditamos ser controlada, porém a morte, não. Por isso, queremos desqualificá-la, ignorá-la. Além disso, os meios de comunicação ocultam a morte, especialmente a natural. Na mídia só existe a morte brutal, por acidente, assassinato etc. Assim, é produzido um mecanismo psicológico inconsciente de rejeição da morte. (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003.
Foi exatamente no auge do contexto da morte como um tabu para o ser humano que, na década de 60, uma psiquiatra suíça, radicada nos Estados Unidos, chamada Elisabeth Kübler-Ross teve a sua atenção voltada para os enfermos que estavam à morte, no hospital onde clinicava. A partir das experiências com pacientes terminais, Elisabeth ampliou seus horizontes e começou a dar aulas e fazer conferências sobre a morte e escreveu dois livros sobre Tanatologia: Sobre a morte e o morrer (1969) e Morte, estágio final da evolução (1975). (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003.
Para reunir, em nível internacional, os profissionais dedicados ao trabalho da Tanatologia, surgiu nos Estados Unidos, em 1976, a ADEC – Association for Death Education and Counceling – promovendo congressos e reuniões para o estudo dessa nova ciência, especialmente nos campos da assistência, educação sobre a morte e elaboração do luto. (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003.
Mais de dois mil profissionais, de quase todos os países do mundo, compõem seu quadro associativo. Do Brasil, até o ano de 2000, apenas quatro profissionais eram associados à ADEC. No Brasil,a tanatologia ainda encontra muita resistência, porém resistências estão sendo derrubadas. (D’ASSUMPÇÃO, Evaldo A. “Tanatologia – Ciência da vida e da morte”. In:D’ASSUMPÇÃO, E. (Org.) Tanatologia e Bioética – Anais do 1° Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética. Belo Horizonte: Ed. Fumarc, 2003.
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Afiliada à Associação Médica de Minas Gerais  |
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